Tóquio: Harajuku, Asakusa, Marunouchi, Sumida & Ueno

Oba! Hoje tem a parte final do post sobre Tóquio com as regiões que faltaram na semana passada, dicas de lojas, restaurantes e um programa delícia em Ueno pro domingo.

HARAJUKU

A região que eu vou falar aqui engloba um pouco mais do que somente Harajuko. Pode incluir aí também Yoyogi e Omotesando. Andei bastante por lá e acho um pouco difícil distinguir exatamente as regiões. Na primeira visita, visitei o Meiji Jingu, um templo que fica em um famoso parque formado por cerca de 100.000 árvores! É bem bonito, mas estava lotado! O domingo é o dia que fica mais cheio em Harajuku, porque é lá que se encontram os japoneses que curtem um cosplay (“fantasias”, normalmente de animes) e também é um bom lugar pra comprinhas!

Curtimos o templo e caminhamos bastante pela Omotesando (uma grande avenida) em que haviam marcas super famosas, como Ralph Lauren, Dior, shu uemura e outras! Uma loja bem legal que vale à pena conhecer é a Kiddy Land, o paraíso dos brinquedos. Mesmo que você não esteja com crianças, pode ter certeza que vai ficar louco lá dentro! Dá vontade de levar um monte de coisa pra casa.

Nesse dia eu já havia notado que havia muitas ruazinhas saindo a partir da Omotesando. Bequinhos, lojinhas simpáticas, bares descolados, restaurantes menores… Infelizmente não deu pra conhecer tudo de uma vez, mas acabei voltando! E foi aí que eu fiquei encantada de verdade e acabei elegendo Harajuku como minha região favorita de Tóquio.

Comece seu tour pela rua Takeshita (em uma das saídas da estação você cai na frente dela), onde vai encontrar uma série de lojinhas de roupas super cool e boas pra galera jovem. Lá tem mochila com capuz (?), moletons aos montes, blusas com frases em inglês (muitas vezes escritas erradas), vestidinhos lindos e bem japoneses, muitos sapatos e outras coisas fofas! É nessa rua também que tem a Daiso, a loja de Y100 mais incrível que eu conheci, com uns quatro (ou seis, não lembro) andares. Tem andar dedicado à coisas de casa, outro para festas, outro com itens de escola e papelaria.. E por aí vai!

Outra atração da Takeshita é a quantidade de lojas de crepes. A maioria é com bastante chantilly, o que pode ser meio sem graça pra gente, mas eu experimentei um de chocolate, banana e amêndoas que tava uma delícia! E claro que tem a vitrine clássica pra você ficar babando!

Depois de explorar bastante a rua, entrar nas grandes e pequenas lojas, descer e subir muitos andares, comece a explorar! Eu encontrei na Takeshita mesmo um guia/mapa super completo da região e consegui me orientar bem… Mas o mais legal é mesmo andar sem rumo. Uma rua que eu curti muito foi a que faz esquina com a loja da Ralph Lauren (que tem entrada pela Omotesando).

Realmente minha dica para Harajuku é bem simples: tire um dia para se perder nas ruelas, conheça boutiques alternativas, admire o estilo dos japoneses, sente-se pra tomar um drink em um barzinho legal, prove um crepe… Garanto que vocês não vão se arrepender.

Como chegar: Linha JR Yamanote até a estação Harajuku ou metrô com as linhas Hanzomon, Ginza ou Chiyoda até a estação Omotesando.

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ASAKUSA

Conheci Asakusa muito brevemente no meu penúltimo dia de viagem. Estava frio, chovia e eu estava despreparada, sem sombrinha ou roupa de frio. A atração principal da região é o templo Sensoji, mas acabei não entrando. Juntou o desânimo por causa das condições climáticas e a certeza de que nada poderia superar o que eu havia visto em Nara e Quioto, e achei melhor conhecer o resto do bairro antes de voltar pro apartamento quentinho.

Sensoji é o templo mais conhecido de Tóquio, além de ser também o mais antigo (construído no ano 680). Ele é famoso pelo seu portão principal (Kaminarimon), em que fica pendurada uma lanterna gigantesca. Recomendo ir bem cedinho para pegar o lugar ainda vazio. Visitar um templo sem tanta gente faz toda a diferença pra você sentir o clima do lugar. O Sensoji abre todos os dias do ano, de 6h às 17h (exceto de outubro a março, que abre às 6:30).

Outra coisa legal de conhecer em Asakusa é a “feirinha” que fica entre os dois portões do templo, conhecida como rua de compras Nakamise. São 250m com cerca de 90 lojinhas super tradicionais. Tem algumas opções de comidinhas e sorvetes, mas a maior parte das lojas são de souvenir. Deixe para comprar suas lembrancinhas de Tóquio aqui. As ruas próximas ao templo também tem centenas de lojas e restaurantes. Se você quiser tirar alguma dúvida, em Asakusa há também um centro de informações para os turistas perto do Kaminarimon.

Como chegar: metrô com a linha Ginza (cor laranja) até a Asakusa Station (G19).

MARUNOUCHI

Não conheci a região, mas acho que vale a pena citar porque aqui está localizado o Palácio Imperial, com seus famosos jardins, além da estação central de Tóquio. Eu ouvi falar que há um dia específico do ano em que o palácio abre ao público, mas no restante somente uma parte dos jardins permite visitação. Acho que vale a pena dar uma pesquisada por aí e ver se é interessante. Eu resolvi não ir porque achei que tinha algumas coisas mais interessante pra fazer. Mas aí vai de cada um, né?

Como chegar: Linha de metrô Chiyoda até a estação Nijubashimae

SUMIDA

Essa é a região em que está localizada a Tokyo SkyTree Town, um complexo que abriga a torre de observação, um enorme aquário, um planetário e um grande centro comercial, além de várias opções de restaurantes. A Tokyo SkyTree foi inaugurada em maio de 2012 e tem 634 metros de altura! Lá de cima você tem uma ampla visão da cidade de Tóquio e dizem por aí que pode ter a sorte de ver o Monte Fuji. Eu não acredito muito nessa história não, porque fui em um dia de céu super limpo e mesmo assim a poluição não nos deixa ver tão longe…

Ver uma cidade do alto, por si só, não é um programa que me atrai muito. Já vi New York e Paris por cima, além da minha própria Belo Horizonte… Nunca consigo ver tanta graça, mas sempre acabo subindo! Pra quem curte, o ingresso para subir até os primeiros 350m custam cerca de USD 20. Pra ir um pouco mais alto, até os 450m, você completa com mais USD 10.

Mesmo que a subida não seja exatamente sua praia, vale a pena conhecer todo o complexo e explorar os enoooormes shoppings, sentar em um café ou ficar ali no “pátio” de baixo da torre. Quando eu fui estava tendo uma Oktoberfest (em maio, sim) e alguns shows de artistas de rua. Foi no meu último dia na cidade e o clima tava bem gostoso!

Como chegar: Linha de trem Tobu Skytree até a estação Tokyo Skytree

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UENO

O parque de Ueno foi o programa do meu primeiro domingo em Tóquio! A Naya me disse que tinha ido lá umas semanas antes e que tinha uma feirinha de rua com comidas típicas do Japão. Já fiquei mega animada pra conhecer e me perguntando se teria coragem de experimentar… Fomos pro almoço e acabei não me arriscando muito. Começamos por um yakisoba só de legumes, depois pedimos uma porção de batata doce com manteiga (e haaaaja manteiga, gente!) e de sobremesa uma porção de biscoitinhos feitos na hora!

Na feirinha tinha também peixes no palito, tentáculos de polvo, peixinhos vivos (ainda não entendo), uns bolinhos de arroz saborizados (me falaram que era isso pelo instagram, porque eu não identifiquei) e outras coisas esquisitas, mas fui um pouco medrosa no começo da viagem! hahaha Depois acabei experimentando muita coisa diferente e outras que nem sabia do que se tratava!

Aproveitamos o dia para passear e vimos várias famílias e grupos de amigos fazendo picnics. Na época da floração da cerejeira o parque fica cheio de corredores com sakuras por todos os lados, deve ser mágico! Ainda lá dentro estão dois templos, o Kaneiji e o Yushima Tenmangu, que valem a pena conhecer! Foram meu primeiro contato com templos e eu achei tudo lindo, apesar de nem se compararem aos de Nara e Quioto.

Como chegar: Linha JR Yamanote até estação Ueno

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Tássia Rabelo

Oi! Meu nome é Tássia, tenho 25 anos e sou aquariana. Minha paixão por viajar veio cedo. Meus primeiros passos foram em uma viagem pra praia e ainda criança aprendi que dormir em uma barraca é normal, ouvir idiomas esquisitos é incrível e conhecer gente diferente é melhor ainda! Sou de Belo Horizonte e apaixonada por Minas Gerais e pelo meu Brasil, mas já morei em alguns outros lugares pelo mundo. Adoro fotografar, ler, fazer projetos manuais, cozinhar, assistir seriados, pesquisar sobre coisas aleatórias, me perder no mundo da internet e ouvir podcasts.

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